Direito à cidade: questões de antropologia urbana

Sessão única: Terça, 11/11 das 14h às 18h

Local: Sala 308 – Bloco B – CFH

CRONOGRAMA: 

        14h00Abertura

  • 14h10Ocupar a Terra e Organizar a Luta: a periferia de Fortaleza/CE durante a pandemia de COVID-19 e seus desdobramentosAutoria: Francisca Raquel de Oliveira Temóteo
  • 14h30Viver em riscos: a (re)configuração do habitar dos(as) moradores(as) do Loteamento Barão de Mauá na cidade de PelotasAutoria: Natália Carvalho da Rosa, José Luís Abalos Júnior
  • 14h50Práticas de resistência e territorialidades: o encontro entre a Ocupação Carlos Marighella e a escola popularAutoria: Larissa Miranda Domingos
  • 15h10Escola além dos muros: uma reflexão antropológicaAutoria: Amanda Sorroche Joaquim, Letícia Silva Damázio,  Vitor Cesar Jacintho

    15h30 – Discussão e perguntas do Bloco 1

    15h55Intervalo

  • 16h20Turismo transformador? Um olhar ao turismo de Base Comunitária como alternativa aos impactos do turismo hegemônico e o direito à cidadeAutoria: Sergio Fernández
  • 16h40Monumentos ao esquecimento: estratégias de apagamento e deterioração da memória no manejo de monumentos públicos em contexto pós-socialistaAutoria: Robson Lins Souza Damasio de Oliveira
  • 17h00Casarão da Dona Lóquinha: assembleias de habitabilidade e relações mais-que-humanas na Costa da Lagoa (Florianópolis/SC) Autoria: Fernanda Aidê Seganfredo do Canto, Sônia Marisa Melim Rocha, Suzana de Souza

    17h20 – Discussão, perguntas e síntese do Bloco 2

    17h50 Encerramento

 

Com o objetivo de discutir as múltiplas dimensões do urbano e as maneiras de fazer cidades em distintos contextos, este ateliê de pesquisa busca trabalhos que explorem as coexistências no urbano, entre vazios e espaços construídos, públicos e privados e suas relações com humanos, não humanos e mais que humanos.

A Paisagem Urbana é pensada a partir de questionamentos das fronteiras entre natureza e cultura, com abordagens estéticas e processuais que incluem dimensões visuais, sonoras e táteis, das ‘poluições’ simbólicas às ecologias cotidianas. Na Cartografia e Etnografia urbana, privilegiamos relações ancoradas no corpo e nos afetos, mapeando gestos, performances e narrativas que revelam topografias do medo, do afeto e da luta. Já as Memórias sensíveis e contramemórias interrogam o que é digno de preservação ou esquecimento, tensionando o silêncio colonial na Améfrica Ladina e as insurgências que o atravessam. No que tange o direito à cidade partimos das contradições da citadinidade em suas variadas escalas, abarcando (i)legalidades, (in)acessibilidades, desigualdades e as tensões das (i)mobilidades urbanas desde conjuntos habitacionais à ativismos insurgentes a partir de marcadores como gênero, raça e sexualidade, com atenção às táticas de vida que reinventam o urbano em contextos de segregação, migrações forçadas e violações estruturais. Interessa-nos o que pulsa nas fraturas: as ressignificações que desafiam centros, periferias e as próprias categorias que as definem.

Coordenação:

Maria Fernanda Alamini (ME-PPGAS/UFSC);

Bruna Soares Overbeck (ME/PPGAS-UFSC).